A PF (Polícia Federal) não deve ouvir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no inquérito que apura suposta calúnia praticada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
A avaliação dos investigadores é de que a oitiva do presidente não é necessária para a conclusão das diligências.
Na terça-feira (28), Moraes determinou o retorno do caso à PGR (Procuradoria-Geral da República) para manifestação, depois de Flávio optar por não prestar depoimento à PF pessoalmente e encaminhar apenas esclarecimentos por escrito.
A PGR terá 15 dias para apresentar um parecer, que servirá de base para a decisão do ministro sobre os próximos passos da investigação.
O pedido para ouvir Lula havia sido apresentado pela defesa do senador, que sustenta não ter havido intenção de atribuir crimes ao presidente e argumenta que a suposta vítima sequer foi ouvida durante a investigação.
O inquérito investiga uma publicação de Flávio Bolsonaro na rede social X em que, segundo a Polícia Federal, o senador associou Lula a uma série de crimes ao comentar a prisão de Nicolás Maduro.