Braço-direito de Sidônio integrará campanha de Lula
Quarta-feira, 22 de Julho de 2026    10h12

Braço-direito de Sidônio integrará campanha de Lula

Tiago Cesar deixa Secom para atuar na equipe que trabalha pela reeleição do presidente

Fonte: Iuri Pitta
Foto: CNN

 

O secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo federal, Tiago César dos Santos, deixa a posição de braço-direito do ministro Sidônio Palmeira para se juntar à coordenação de comunicação da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A exoneração a pedido foi publicada na edição desta quarta-feira (22) do DOU (Diário Oficial da União). Para o lugar de Tiago, Lula nomeou a então chefe de gabinete da Secom, Samara Mariana de Castro.

Com isso, a dupla formada por Tiago Cesar e pelo marqueteiro Raul Rabelo, já integrado à pré-campanha petista, terá as funções que Sidônio exerceu na disputa eleitoral em 2022. Ambos são pessoas de confiança do ministro, que deve ficar no governo até o fim do mandato por decisão do próprio Lula, e contam com histórico em agências de publicidade na Bahia.

Tiago é graduado e mestre em administração e tem atuação em marketing no setor privado, em campanhas eleitorais e no time do coração, o Bahia, do qual é conselheiro e trabalhou no núcleo de ações afirmativas do clube.

Na passagem pela Secom do governo federal, Tiago se destacou por triplicar o investimento de publicidade nas mídias digitais, elevando de 10% para 30% a fatia no orçamento da área. Com as campanhas publicitárias nas redes sociais, conseguiu aumentar a base de seguidores, assim como o alcance da divulgação sobre os programas e iniciativas oficiais.

Tiago Cesar também teve atuação na mudança do slogan do início do mandato – “União e Reconstrução” – para o “Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro”. A nova frase traz referência ao debate sobre soberania nacional e interferência externa deflagrado após o primeiro tarifaço anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.

Foi com esse embate que Lula, no ano passado, conseguiu conter a queda na aprovação em pesquisas de opinião pública. Esse mote deve ser retomado na campanha oficial à reeleição, com o início da cobrança de nova sobretaxa anunciada por Trump, agora de 25%, sobre as exportações de determinados produtos brasileiros comprados pelos EUA.

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