Aliados articulam novo encontro de Lula e Alcolumbre para semana que vem
Sexta-feira, 07 de Agosto de 2026    09h18

Aliados articulam novo encontro de Lula e Alcolumbre para semana que vem

Governistas ainda veem pouco espaço para avanço de temas como fim da escala 6x1 e PEC da Segurança Pública até as eleições

Fonte: Isabel Mega
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/ Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O presidente Lula, à esquerda; Davi Alcolumbre, à direita

 

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tentam viabilizar um novo encontro entre os dois nos próximos dias.

Após uma reaproximação intermediada pelos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), aliados costuram uma nova agenda apenas entre Lula e Alcolumbre.

Não está descartado, porém, que articuladores do governo no Congresso Nacional possam participar, considerando que parte da conversa deve tratar da pauta de interesse do Palácio do Planalto no Senado.

Apesar dos acenos, governistas veem chances baixas de, até as eleições, o Planalto destravar temas como o fim da jornada 6x1 e a PEC da Segurança Pública.

Há, no entanto, dois temas em que enxergam avanço: o projeto que cria uma política nacional para os minerais críticos e a MP (Medida Provisória) que suspendeu a taxas das blusinhas, que vence em setembro.

Lula e Alcolumbre estiveram juntos em um jantar na casa de Moraes, em um momento descrito como um quebra-gelo após meses sem se falarem.

Interlocutores dos dois lados avaliam que houve abertura de espaço, principalmente do petista.

Alcolumbre tinha interesse em encontrar Lula, apesar das desavenças dos últimos meses e que chegaram ao ápice com a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga ao Supremo.

Lula, no entanto, não dava espaço apesar das investidas de intermediários governistas.

No jantar, na casa de Moraes, Lula e Alcolumbre não teriam tocado em temas espinhosos. A avaliação no entorno do presidente do Senado é de que o petista se reabriu ao contato por influência dos ministros do Supremo.

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