O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer as contribuições do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda, na elaboração de propostas econômicas para um eventual quarto mandato.
A avaliação do presidente é de que os dois aliados são respeitados pelo mercado financeiro e ajudariam a diminuir resistências no setor produtivo.
A ideia é incluir uma sinalização de ajuste nas contas públicas, uma indicação de diminuição dos gastos das empresas estatais e uma proposta de arcabouço fiscal mais restritivo.
Hoje, a regra limita o aumento das despesas primárias do governo federal a um percentual do crescimento das receitas.
A ideia seria diminuir o número de exceções, entre elas os gastos para modernização das Forças Armadas e a ajuda emergencial para empresas estatais.
E tornar menor o teto que limita os gastos públicos. O intervalo hoje de crescimento é de 0,6% a 2,5% acima da inflação prevista para o ano.
A defesa na equipe do governo é que a proposta defenda uma aprovação das novas regras já no primeiro ano de um novo mandato.
A gestão petista deve terminar este ano com um gasto de 1,3% do PIB (Produto Interno Bruto) fora das restrições do atual arcabouço fiscal.
O objetivo da nova proposta é tentar responder às críticas que o presidente receberá de seus adversários. E também tentar conquistar parcela do segmento empresarial, que aponta descontrole das finanças públicas.
Lula foi aconselhado a defender novamente a criação do Ministério da Segurança Pública e a implementação de uma guarda nacional, que atue em decretos de GLOs (Garantia da Lei e da Ordem).
A nova força civil atuaria, sobretudo, em situações de crise de violência e no monitoramento das fronteiras terrestres do país.