Plano Brasil Soberano III terá impacto fiscal zero, diz Márcio Elias
Quinta-feira, 23 de Julho de 2026    07h15

Plano Brasil Soberano III terá impacto fiscal zero, diz Márcio Elias

Ministro do MDIC afirma que recursos virão de valores não utilizados no Plano Brasil Soberano 1, e de recursos do próprio BNDES, que irá operacionalizar as linhas de crédito

Fonte: Elis Barreto e Taísa Medeiros, da CNN Brasil
Foto: Júlio César Silva/MDIC
Solenidade da edição da medida provisória do Brasil Soberano III.

 

O ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias, afirmou que os R$ 18,5 bilhões reservados para o Plano Brasil Soberano III não terá impacto fiscal. A fala ocorreu a jornalistas, na noite desta quarta-feira (22).

De acordo com o ministro, os recursos virão de valores não utilizados do Brasil Soberano 1, equivalente a R$ 13,5 bilhões. Já os R$ 5 bilhões restantes serão complementados pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento).

"Do Brasil Soberano 1, remanesceram valores que não foram utilizados e o BNDES complementou. Havia R$ 13 bilhões do Tesouro desde agosto que não foram utilizados. Não geram impactos porque os recursos saíram do Tesouro e foram para o BNDES. Como não foram empregados nem contratados, voltaram para o Tesouro e agora serão utilizados. Então, impacto fiscal zero, nenhum", disse o ministro em coletiva de imprensa.

O ministro lembrou ainda que nem todo o montante reservado deverá ser necessariamente utilizado. "Quando falamos de R$ 18,5 bilhões disponíveis, estamos falando em valores até esse teto, não exatamente esses valores. E pode ser que a gente não precise usar tudo isso. Parte do que estamos usando agora é resultante do Brasil Soberano 1, que não foi consumido. A MP caducou em dezembro e sobraram recursos", explicou.

Na coletiva de anúncio da etapa três do programa, que ocorreu na tarde desta quarta-feira no Palácio do Planalto, o ministro Bruno Moretti, do MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento) lembrou ainda que os aportes de tratam de despesas financeiras, ou seja, sem impacto no resultado primário.

Além das empresas afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos, o Plano Brasil Soberano III terá como público-alvo também setores afetados por conflitos internacionais, como o de fertilizantes, e setores estratégicos para balança comercial, como minerais críticos.

O plano foi criado através de Medida Provisória editada nesta quarta-feira (22) pelo governo federal. Segundo o governo, no caso dos setores afetados pelas tarifas, estão inclusos os produtos das investigações da Seção 232 e da Seção 301.

Os recursos também servirão para socorrer os setores afetados pela possível tarifa de 12,5% referente a investigação sobre falha no combate ao trabalho forçado. A expectativa do governo é que o anúncio de aplicação da nova taxa ocorra até o fim da semana.

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