Comissão da Câmara aprova projeto que anula casamento de menores de 16 anos
Sábado, 18 de Julho de 2026    10h35

Comissão da Câmara aprova projeto que anula casamento de menores de 16 anos

Projeto segue para o Senado caso não seja apresentado recurso para que o texto seja votado pelo Plenário da Câmara dos Deputados

Fonte: Da CNN Brasil
Foto: Commons
Alianças de casamento

 

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara dos Deputados aprovou, na última quinta-feira (16), um projeto de lei que altera o Código Civil para tornar inválido, em qualquer circunstância, o casamento envolvendo pessoas com menos de 16 anos.

De acordo com o texto, qualquer união formalizada antes dessa idade será considerada nula. A proposta também elimina dispositivos da legislação que admitiam exceções para esses casos, como a possibilidade de casamento em razão de gravidez, além de revogar regras sobre confirmação ou anulação dessas uniões.

O parecer aprovado foi apresentado pela deputada Ana Paula Lima (PT-SC), relatora da matéria. Ela elaborou um novo texto com ajustes técnicos ao projeto de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).

Ao analisar outra proposta que tramitava em conjunto, apresentada pelo deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO), a relatora concluiu que, embora o conteúdo seja constitucional, o texto apresentava problemas de técnica legislativa e incompatibilidades jurídicas.

A proposta de Máximo previa alterar as regras para o casamento de adolescentes que já atingiram a idade mínima permitida pela legislação. Atualmente, jovens de 16 e 17 anos só podem se casar com a autorização dos dois pais ou representantes legais. O projeto permitiria que a autorização fosse concedida por apenas um deles.

Na avaliação de Ana Paula Lima, a proposta do deputado “fragiliza o poder familiar ao admitir que apenas um dos genitores possa autorizar o casamento de menores e é omisso quanto à solução da hipótese de divergência entre os pais”. 

A deputada também argumentou que impedir o casamento de menores de 16 anos está em sintonia com a Constituição, que assegura proteção especial às crianças e aos adolescentes.

A partir de agora, a proposta segue diretamente para o Senado, caso não seja apresentado recurso para que o texto seja votado pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

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