O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), deve manter distância segura neste momento no embate sobre a falta de transparência das emendas parlamentares.
A avaliação da cúpula da Casa Legislativa é de que não cabe uma posição pública neste momento do Senado Federal, já que a investigação abarca apenas emendas da Câmara dos Deputados.
Alcolumbre já se posicionou oficialmente contra a criminalização das emendas parlamentares. Por isso, o diagnóstico é de que a nota oficial divulgada por Hugo Motta (Republicanos-PB) já cumpriu o papel de defesa do Poder Legislativo.
O presidente nacional do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, disse que esperava um posicionamento também do presidente do Senado Federal sobre a investigação relatada pelo ministro Flávio Dino, da Suprema Corte.
A expectativa é de que a investigação avance sobre emendas parlamentares indicadas, sobretudo, por partidos como PP, União Brasil e PL. Além de Valdemar, o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PRD) é investigado.