Moraes aciona PGR após conclusão de inquérito sobre arma de Bolsonaro
Quarta-feira, 01 de Julho de 2026    10h34

Moraes aciona PGR após conclusão de inquérito sobre arma de Bolsonaro

Procurador-geral havia defendido que se aguardasse conclusão de investigação; Moraes aguarda posição para decidir sobre manutenção de domiciliar do ex-presidente

Fonte: Gustavo Uribe/CNN
Foto: Antonio Augusto/STF
O ministro Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF

 

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu nova manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) após a conclusão do inquérito sobre a arma de fogo de Jair Bolsonaro. O magistrado deu um prazo de 48 horas para que tanto o procurador-geral, Paulo Gonet, quanto a defesa do ex-presidente volte a se manifestar.

O inquérito policial sugeriu o indiciamento do sargento Estácio Leite Filho por porte ilegal de arma de fogo. O delegado do caso, porém, salientou que o registro de arma de fogo de Bolsonaro é válido e considerou que não houve ilegalidade cometida pelo dirigente de direita.

Na manifestação anterior, a PGR havia defendido a conclusão da investigação para concluir que teria havido falta grave de Bolsonaro. A expectativa agora é de que Moraes só decida se Bolsonaro seguirá em prisão domiciliar ou voltará ao regime fechado após as duas manifestações.

O militar carregava uma pistola, registrada no nome do ex-presidente, quando foi parado em uma blitz na capital federal. Segundo a autoridade policial, o militar, que faz a segurança do dirigente de direita, portava a pistola sem autorização formal do proprietário, em desacordo com a exigência legal.

Em depoimento, no dia da blitz, o sargento disse que levava a pistola para conserto e que a devolveria ao proprietário. O entendimento jurisprudencial, porém, é de que o porte funcional não autoriza o agente público a portar arma registrada em nome de terceiro.

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