A PGR (Procuradoria-Geral da República) deve rejeitar a nova proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro.
Na semana passada, a PF (Polícia Federal) também havia comunicado que rejeitou a nova proposta de delação de Vorcaro.
A avaliação da Procuradoria é semelhante à da PF, que enxerga as informações apresentadas pelo ex-banqueiro sem consistência suficiente para justificar o avanço de um acordo de colaboração premiada. A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pela CNN Brasil.
Na nova proposta, protocolada na PGR entre os dias 1º e 2 de junho, Vorcaro ampliou o conteúdo da colaboração.
O documento detalhava a relação do ex-banqueiro com integrantes dos Três Poderes, com informações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de menção de recursos ao senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Antes, em maio, A Polícia Federal já havia rejeitado formalmente a primeira proposta de Vorcaro. Segundo investigadores, o material era superficial e omitia informações sobre aliados políticos.
Nos bastidores, aliados de Vorcaro avaliavam que o advogado José de Oliveira Lima, conhecido como Juca, havia tensionado a relação com o ministro André Mendonça e dificultado o avanço de um acordo de colaboração.
A avaliação na Procuradoria hoje é de que os novos elementos não afastam as inconsistências já apontadas pelos investigadores anteriormente.
Sob reserva, advogados de Vorcaro rebatem à PF e sustentam que a proposta foi “completamente reformulada” por uma nova versão com fatos “inéditos” e “avanços”.
O dono do extinto Banco Master está preso desde 4 de março, no âmbito de uma das fases da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras.