O Congresso Nacional acelera o modo eleitoral e avança com projetos populistas na economia e polêmicos nos costumes. A ordem do dia é aprovar o que rende votos agora e deixar as consequências para depois.
Na segurança pública, avança a redução da maioridade penal. Na economia, pautas bomba com benefícios para categorias específicas e redução da jornada de trabalho sem considerar os impactos bilionários sobre as contas públicas ou sobre o mercado de trabalho.
No meio desse surto de generosidade, senadores resolveram votar a autonomia orçamentária do Banco Central, no que já virou um raro gesto de preocupação com a estabilidade das instituições.
O Senado até ensaia alguma resistência ao fim da escala 6x1, mas a realidade é que poucos em Brasília parecem dispostos a encarar a impopularidade às vésperas da campanha eleitoral.
A autonomia do Banco Central pode até virar lei. Mas o que ela revela não é a regra atual, é a exceção numa agenda que, cada vez mais, troca responsabilidade por populismo.