O PL, de Flávio Bolsonaro, teme que a proposta de um novo tarifaço se torne uma espécie de “presente de grego” dos Estados Unidos.
A preocupação é de que o efeito seja o reverso do pretendido: fortalecer o discurso eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a soberania nacional.
Além disso, o incômodo é de que o episódio alimente a tese defendida pela esquerda, que acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de atuar contra o país nos Estados Unidos.
Por isso, Flávio disse nesta terça-feira (2) ter pedido ao governo americano que empresas brasileiras não fossem tarifadas pela Casa Branca. A ideia é produzir uma “vacina política” para tentar se decolar dos impactos da decisão dos EUA.
A orientação do entorno de Flávio é para que o pré-candidato à sucessão presidencial adote uma linha em defesa da economia brasileira e se coloque como um articulador informal para evitar um tarifaço.
No ano passado, o primeiro tarifaço se tornou um ativo eleitoral de Lula, que cresceu em pesquisas de opinião ao ter iniciado uma cruzada contra a ameaça dos Estados Unidos.
O objetivo do Palácio do Planalto é repetir a mesma fórmula este momento, apesar da preocupação de que uma proposta de taxação seja uma tentativa de Donald Trump interferir no processo eleitoral do Brasil.