Escala 6x1: ministro diz esperar que Senado aprove PEC ainda no 1º semestre
Quinta-feira, 28 de Maio de 2026    16h21

Escala 6x1: ministro diz esperar que Senado aprove PEC ainda no 1º semestre

Luiz Marinho afirmou que Câmara fez "um bom papel" e que espera "sensibilidade" dos senadores na discussão sobre o fim do modelo com um dia de descanso semanal

Fonte: Álvaro Augusto, da CNN Brasil
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; ele disse esperar aprovação final da PEC em até 30 dias.

 

ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse nesta quinta-feira (28) que espera que o Senado Federal aprove a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1 ainda no primeiro semestre deste ano.

Segundo Marinho, a expectativa do governo é de que o Senado tenha "sensibilidade" em relação a pauta e que os senadores atendam ao "grito da população" pela aprovação da mudança nas jornadas de trabalho.

"Não gosto de falar em prazos para aprovação, mas evidente que se o Senado também estiver debruçado no tema e interessado assim como a Câmara esteve, esperamos que seja aprovado em até 30 dias a partir de hoje", disse o ministro do Trabalho.

A PEC do fim da escala 6x1 foi aprovada na quarta-feira (27), em dois turnos, pela Câmara dos Deputados. O texto do relator deputado Leo Prates (Republicanos-BA) foi referendado no plenário da Casa já no fim da noite.

A proposta foi aprovada por 472 votos a 22 no primeiro turno e por 461 votos a 19 no segundo. O texto agora segue para tramitação no Senado.

A aprovação no plenário da Câmara se deu no mesmo dia em que o relatório foi aprovado na comissão especial. A PEC prevê redução de duas horas na jornada após 60 dias da promulgação da medida, com a proibição da escala 6x1 já no mesmo período.

Com isso, será obrigatório que o trabalhador tenha duas folgas semanais, no mínimo. Depois, em até um ano da promulgação da PEC, serão reduzidas mais duas horas na jornada – chegando a 40 horas semanais máximas.

O ministro do Trabalho elogiou a tramitação e aprovação da mudança na Câmara. Segundo Luiz Marinho, os deputados tiveram "escuta em relação a uma demanda geral", e que, segundo ele, é principalmente "das mulheres e jovens".

"Creio que a Câmara fez um bom papel, é uma demanda principalmente das mulheres e dos jovens trabalhadores do Brasil, e acredito que a Câmara fez essa escuta. Espero que o Senado tenha essa sensibilidade também agora", afirmou Marinho.

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