O líder do PL (Partido Liberal) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o partido votará nesta quarta-feira (27) pelo fim da escala de trabalho 6x1 e apresentará destaque em defesa da jornada 4x3.
"Já que querem ajudar o trabalhador, eu quero ver amanhã os petistas botando a sua digital. Nós vamos votar o fim da escala 6x1 para aprovar como destaque, de preferência, a jornada de quatro dias trabalhados para o trabalhador descansar três. É isto que amanhã nós apresentaremos ao plenário desta Casa", disse Sóstenes em discurso na tribuna da Câmara na terça-feira (26).
A comissão especial que discute a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da 6x1 deve votar nesta quarta-feira o parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA). O texto propõe reduzir a jornada atual de 44 horas para 40 horas depois de 14 meses da aprovação da emenda constitucional.
Após uma semana de atraso no cronograma, Prates apresentou seu relatório na última segunda-feira (25). No entanto, um pedido de vista do deputado Mauricio Marcon (PL-RS) adiou a votação.
Para que fossem cumpridas duas sessões em plenário e a votação fosse retomada, a Câmara realizou na manhã de hoje uma sessão de oito minutos.
A reunião foi presidida pelo deputado Charles Fernandes (PSD-BA). Não foram realizadas votações. O deputado Jorge Solla (PT-BA) foi o único a discursar na tribuna da Casa e falou em defesa da redução da jornada de trabalho.
A ideia é que uma vez analisada na comissão especial, a matéria siga para votação no plenário da Câmara ainda hoje.
Erika Hilton critica decisão do PLAutora da proposta que reduz a jornada de trabalho, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) criticou à CNN Brasil a mudança de posição do PL.
"É mais uma manobra do partido que foi o tempo todo contrário à matéria e trabalhou para não avançar o texto", declarou Erika.
A parlamentar ressaltou que os deputados de oposição têm sido cobrados pela sociedade sobre o assunto e que se trata, na visão dela, de uma “tentativa de limpar a própria barra”.
“Vamos ver se manterão essa posição até o final, mas isso é claramente uma manobra para tentar atrasar a votação que já está acordada”, concluiu.