Fim da 6x1: Planalto prevê articulação para aumentar período de transição
Segunda-feira, 25 de Maio de 2026    16h54

Fim da 6x1: Planalto prevê articulação para aumentar período de transição

Acordo entre Lula e Hugo Motta deixou “margem de negociação”

Fonte: Larissa Rodrigues/CNN
Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Sessão da CCJ da Câmara durante leitura do voto do relator das PECs da Escala 6x1, deputado Paulo Azi

 

O Palácio do Planalto já se prepara para as tentativas dos partidos de Centro e oposição de aumentar o período de transição da PEC (proposta de emenda à Constituição) pelo fim da escala 6x1.

Nesta segunda-feira (25), o presidente Lula se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e acordou que o relatório a ser votado trará a previsão da jornada de trabalho de 40 horas semanais, com dois dias de descanso, com um período de transição de apenas um ano.

Segundo interlocutores, o período de transição surpreendeu os líderes da Câmara dos Deputados. Isso porque o que estava sendo acordado dentro da Casa era que a redução em quatro horas de trabalho semanal seria concluída num prazo de dois a três anos.

Fontes do Planalto garantem que Lula está ciente de que o prazo poderá ser esticado a depender da pressão gerada pelos setores empresariais. Por isso, a redução do período de transição para apenas um ano possibilita uma certa “margem” de negociação.

Para além da Câmara, o governo federal teme especialmente a articulação no Senado Federal para aumentar o período de transição. Entre os deputados, Motta tem articulado para que a transição não seja muito esticada, já que o parlamentar também quer ser conhecido como um dos “pais” da proposta.

No entanto, no Senado, o presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) não deverá trabalhar para que o texto defendido pelo Planalto seja aprovado. Alcolumbre já sinalizou que não irá segurar a tramitação da PEC, mas também não deverá se empenhar pelo resultado.

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