Principal articulador no Congresso Nacional do fim da jornada 6x1, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), barrou o apoio de lideranças próximas a uma emenda que propunha um tempo de transição de 10 anos.
Depois de uma enquadrada de Hugo e da pressão diante do tema que tem forte apelo eleitoral, seis líderes da Câmara anunciaram a apresentação de um requerimento para pedir a retirada de tramitação da emenda.
O texto foi assinada por Isnaldo Bulhões, do MDB; Augusto Coutinho, do Republicanos; Antônio Brito, do PSD; Dr. Luizinho, do PP; Pedro Lucas, do União; e Adolfo Viana, do PSDB.
A sugestão de emenda foi apresentada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e endossada por deputados de diversos partidos, até mesmo da esquerda, como o PDT.
No texto, Turra argumenta que a emenda preservaria "o objetivo de modernização do regime de jornada com parâmetro geral de quarenta horas semanais, sem impor ruptura abrupta e sem desconsiderar a diversidade de estruturas produtivas, escalas, turnos e realidades setoriais existentes no país".