PGR analisa anexos para decidir sobre delação de Vorcaro após recusa da PF
Quinta-feira, 21 de Maio de 2026    06h11

PGR analisa anexos para decidir sobre delação de Vorcaro após recusa da PF

Procuradoria-Geral da República ainda tem prerrogativa para conduzir a negociação de forma independente e seguir com as tratativas

Fonte: Teo Cury/CNN
Foto: CNN

 

PGR (Procuradoria-Geral da República) segue analisando os anexos da proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, um dia após a Polícia Federal ter rejeitado o acordo do dono do Banco Master.

Como titular da ação penal, a PGR tem prerrogativa para conduzir a negociação de forma independente da PF e seguir com as tratativas mesmo diante da recusa da corporação.

Procuradores que acompanham o caso seguem debruçados sobre os anexos entregues pela defesa e ainda não bateram o martelo sobre aceitar ou rejeitar a proposta. Ainda há resistências à proposta dentro da PGR.

Caso a Procuradoria decida rejeitar a colaboração de Vorcaro, a tendência, segundo fontes que acompanham as conversas, é a de que as negociações sejam encerradas — seguindo o mesmo caminho da PF.

As tratativas podem ser retomadas eventualmente no futuro a depender de novos elementos apresentados pelos advogados de Vorcaro.

A PF rejeitou a proposta de delação nesta quarta-feira (20). A corporação entendeu que Vorcaro não trouxe novidades em relação ao que os investigadores já haviam reunido.

Apesar da recusa, a defesa do ex-banqueiro mantém as tratativas com a PGR, que sinalizou, em reunião com os advogados em Brasília na tarde da quarta, interesse em prosseguir com a colaboração.

Daniel Vorcaro está preso desde 4 de março por suspeita de fraudes financeiras. Na segunda-feira (18), ele foi transferido para uma cela comum na Superintendência da PF em Brasília — movimento interpretado como mais um sinal do descontentamento da corporação com a delação, que vinha deixando nomes e episódios relevantes de fora das informações negociadas.

No início de maio, a equipe jurídica de Vorcaro entregou uma primeira proposta de colaboração à PF e à PGR. Os investigadores avaliaram os relatos como seletivos e de pouca contribuição para as apurações.

Desde então, PF e PGR analisam o ineditismo dos fatos narrados por Vorcaro, a capacidade do ex-banqueiro ressarcir os cofres públicos pelos prejuízos causados com o esquema criminoso e de apresentar elementos que corroborem os fatos narrados.

A avaliação mais recente era a de que, até este momento, delegados e integrantes da PGR não estão convencidos de que a proposta entregue no início do mês pelos advogados de Vorcaro para em pé.

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