Prerrogativas aciona PGR e PF para apurar dinheiro em filme sobre Bolsonaro
Sexta-feira, 15 de Maio de 2026    16h26

Prerrogativas aciona PGR e PF para apurar dinheiro em filme sobre Bolsonaro

Grupo cita "possível lavagem de dinheiro" e quer "rastreamento financeiro, prestação de contas e apuração da destinação de recursos arrecadados"

Fonte: Manoela Carlucci, da CNN Brasil
Foto: Agência Senado
O senador e pré-candidato a presidência Flávio Bolsonaro

 

O grupo Prerrogativas acionou, nesta sexta-feira (15), a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a PF (Polícia Federal), pedindo a apuração e rastreamento financeiro das verbas destinadas à produção do filme "Dark Horse", uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na notícia de fato que foi protocolada, os advogados argumentam que "caso tenham existido valores arrecadados fora da contabilidade oficial do filme, abre-se linha de apuração sobre possível caixa paralelo, simulação de finalidade, ocultação de benefícios finais, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica documental ou financiamento político não declarado".

O pedido ocorre após o vazamento de conversas entre o senador e pré-candidato à Presidência da República e o ex-banqueiro Daniel VorcaroEm áudio divulgado pelo Intercept Brasil, o parlamentar negocia um repasse de R$ 134 milhões diretamente com o dono do Banco Master.

O Prerrogativas quer a requisição de informações ao Coaf(Conselho de Controle de Atividades Financeiras), Receita Federal, Banco Central e outros órgãos que tratam de operações financeiras, além da adoção de medidas de cooperação internacional, caso sejam identificadas transações em dólar.

Isso porque na última quinta-feira (14), a PF iniciou uma nova linha de investigação para apurar se o dinheiro solicitado por Flávio serviu para bancar as despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A suspeita partiu do fato de envolvidos no filme afirmarem que a gravação não recebeu recursos do Master.

De acordo com a PF, US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) teriam sido transferidos para um fundo no Texas denominado Havengate Development Fund LP, que tem como um dos responsáveis legais o advogado de Eduardo Bolsonaro.

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