O ex-governador Cláudio Castro (PL) afirmou que vai pedir o cancelamento da busca e apreensão autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e classificou a medida como “sem embasamento”. Castro disse que a investigação não descreve objetivamente qual teria sido sua participação em qualquer irregularidade.
Castro também questiona o fato de a decisão ter se embasado em uma manifestação da Procuradoria-Geral do Estado em favor da Refit, que teria sido “encomendada” por ele.
Na avaliação do ex-governador, a acusação é genérica e ilegal porque, segundo ele, a PF deveria demonstrar concretamente qual teria sido sua ação. “Ou a PF diz como eu fiz, ou eu não fiz”, afirma. Ele sustenta ainda que a decisão afronta garantias previstas no pacote anticrime ao trabalhar com hipóteses sem detalhamento da conduta.
O ex-governador, no entanto, admite ter estado com o empresário Ricardo Magro, controlador da Refit, mas afirma que isso ocorreu em encontros públicos e institucionais, inclusive em viagens com presença de diversas autoridades. Segundo ele, nunca houve relação pessoal ou atuação em favor do empresário.
Sobre o Refis citado na investigação, Castro afirma que o programa não foi criado para beneficiar a Refit. De acordo com ele, a lei estadual foi baseada em convênio aprovado pelos 27 estados no Confaz e seguiu regras nacionais. Castro também argumenta que a dívida da Refit com o Rio já estava parcelada anteriormente e, por isso, sequer poderia aderir ao novo refinanciamento apontado pela Polícia Federal.
EleiçõesCastro também afirmou não entender o motivo da “perseguição” e insinuou motivação eleitoral na operação, destacando que a investigação ocorre a poucos meses da eleição e em um momento em que, segundo ele, lidera pesquisas. Apesar da inelegibilidade, o ex-governador declarou que pretende recuperar seus direitos políticos e disputar as próximas eleições.