Messias volta à AGU com agenda indefinida e aguarda Lula decidir seu futuro
Segunda-feira, 04 de Maio de 2026    06h10

Messias volta à AGU com agenda indefinida e aguarda Lula decidir seu futuro

Rejeitado para o STF, advogado-geral da União avalia permanência no cargo e deve se reunir com presidente antes de decisão

Fonte: Fernanda Fonseca e Jussara Soares, da CNN Brasil
Foto: Daniel Estevão/AscomAGU
O advogado-geral da União, Jorge Messias, durante sessão solene de Abertura do Ano Judiciário

 

O advogado-geral da União, Jorge Messias, retorna de férias nesta segunda-feira (4) ainda sem agenda pública definida e à espera de uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para decidir seu futuro no governo.

Segundo interlocutores, o encontro entre os dois deve ocorrer ao longo desta semana e será decisivo para que Messias defina se permanece ou não no comando da AGU (Advocacia-Geral da União).

Após ser rejeitado para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) na quarta-feira (29), Messias manifestou ao presidente a intenção de deixar o cargo. Em reunião no Alvorada, logo após a derrota, Lula pediu que o ministro evitasse uma decisão precipitada e orientou que ele tirasse alguns dias para descansar.

Messias esteve de férias entre os dias 8 e 30 de abril, período em que se afastou das funções para se preparar para a sabatina de sua indicação ao STF na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

Apesar de interlocutores afirmarem que o advogado-geral está inclinado a deixar a função, há a avaliação de que ele pode atender a um eventual pedido de Lula para permanecer no cargo por mais tempo.

Auxiliares do presidente defendem que a continuidade de Messias na AGU ajudaria a reforçar a confiança política após a derrota no Senado.

Outra alternativa em análise no Palácio do Planalto é uma eventual transferência de Messias para o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A leitura de aliados é que a mudança poderia funcionar como uma compensação política e reposicionar o ministro dentro do governo, reduzindo o desgaste sofrido após a rejeição.

Messias foi derrotado no plenário do Senado por 42 votos a 34, em uma articulação da oposição com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

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