Comissão da PEC 6x1 será instalada nesta quarta-feira (29) na Câmara
Quarta-feira, 29 de Abril de 2026    06h20

Comissão da PEC 6x1 será instalada nesta quarta-feira (29) na Câmara

O deputado Alencar Santana (PT-SP) preside a comissão e Leo Prates (Republicanos-BA) assume a relatoria da proposta.

Fonte: Helena Prestes, Emilly Behnke, da CNN Brasil
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Os deputados federais Alencar Santana (PT-SP) e Leo Prates (Republicanos-BA)

 

A comissão especial da Câmara que vai debater o fim da jornada de trabalho 6x1 tem previsão de ser instalada formalmente nesta quarta-feira (29), às 14h. A intenção é analisar a proposta de redução de jornada, sem prejuízos salariais ao trabalhador.

Nesta terça-feira (28), o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que o deputado Alencar Santana (PT-SP) vai presidir a comissão e o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) assume a relatoria da proposta.

"Depois de um amplo diálogo e de conversas feitas com parlamentares que já acompanham essa matéria aqui na Casa desde um longo tempo, decidimos designar para presidir essa comissão especial o deputado Alencar Santana, do PT de São Paulo, e o relator será o deputado Leo Prates, do Republicanos da Bahia", disse Hugo em entrevista a jornalistas.

Ainda segundo o presidente, a comissão foi criada com um número de cadeiras que permite a representação de todos os partidos que compõem a Câmara.

"Todos os partidos estarão representado nessa comissão especial, fiz questão de criar comissão com número para que todos os partidos estivessem", disse o parlamentar.

Depois de analisada no colegiado, a proposta deverá seguir para a votação no plenário. Hugo Motta pretende acelerar a tramitação. A ideia do presidente da Casa é votar a PEC no plenário até o final de maio e conseguir ter a aprovação no Congresso ainda no primeiro semestre.

Hugo Motta afirmou que ainda deve conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre as perspectivas de cronograma de análise do texto após a eventual aprovação.

"Aqui na Câmara vamos nos dedicar para que até o final do mês de maio a matéria possa ser votada tanto na comissão especial como também no plenário da Casa", disse Hugo.

A comissão tem o PL e a federação governista formada por PT, PC do B e PV com as maiores representações. A sigla da direita terá sete cadeiras, enquanto o grupo de esquerda tem seis lugares. As bancadas devem fazer as indicações dos integrantes conforme o critério de proporcionalidade.

Serão 38 titulares e número igual de suplentes. O colegiado foi criado especificamente para analisar o mérito da proposta.

Na semana passada, a proposta foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde os deputados deliberaram sobre a chamada admissibilidade, ou seja, a conformidade com as regras constitucionais.

Agora, a comissão especial deverá analisar, por exemplo, a possibilidade de um período de transição. Parte dos deputados também defende incentivos ao setor produtivo para compensar possíveis impactos econômicos da medida.

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