Ministro: Não existe incompatibilidade entre fim da 6x1 e os empreendedores
Quinta-feira, 23 de Abril de 2026    17h35

Ministro: Não existe incompatibilidade entre fim da 6x1 e os empreendedores

Paulo Henrique Pereira afirma que tanto a redução da jornada quanto o MEI têm o mesmo espírito de autonomia e melhoria na qualidade de vida dos brasileiros

Fonte: Da CNN Brasil
Foto: Reprodução

 

O ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, defendeu que não existe incompatibilidade entre o projeto de fim da escala de trabalho 6x1 e o mundo dos empreendedores. Ele explicou que ambas as iniciativas compartilham o mesmo objetivo de proporcionar mais autonomia e qualidade de vida para os brasileiros.

Segundo o ministro, o empreendedorismo cresceu significativamente no Brasil nos últimos anos graças aos marcos legais criados, permitindo condições tributárias, burocráticas e legais favoráveis. "As pessoas querem viver bem, ter renda e ter uma vida mais autônoma, ter mais tempo livre, ter mais autonomia, poder escolher onde empregar sua vida para estudar, para fazer um curso novo, para cuidar mais dos filhos", afirmou.

Paulo Henrique Pereira ressaltou que o projeto da escala 6x1 segue o mesmo espírito do empreendedorismo. "É permitir que os trabalhadores brasileiros, esses dessa vez os de carteira assinada, também tenham mais tempo livre para cuidar dos seus filhos, para aproveitar o seu lazer, para estudar. E veja, até para empreender", destacou.

Impacto nas pequenas empresas

O ministro reconheceu que pode haver impacto para uma parcela dos empreendedores que são empregadores, estimada por ele entre 10% e 15% do total de empreendedores no país. No entanto, ele garantiu que o governo está atento a essa questão e trabalhará em soluções.

"Vai ser o papel do governo criar formas de regulamentar a escala 6x1 que não prejudiquem os trabalhadores e os empreendedores de renda menor", explicou. Ele citou como exemplo o Simples Nacional, criado para oferecer tributação diferenciada para empresas menores.

Paulo Henrique Pereira também mencionou que o governo pode desenvolver mecanismos para reduzir os impactos nas empresas de pequeno e médio porte, como ocorreu com o Simples Nacional. "Se a gente construir essa solução, ela virá acompanhada de movimentos de amortização, de adaptação para os diferentes segmentos da sociedade brasileira", concluiu.

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