O Exército Brasileiro prendeu, na manhã desta sexta-feira (10), três dos sete militares condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no núcleo 4 da trama golpista. A determinação foi do ministro e relator do caso, Alexandre de Moraes, na Corte.
São eles: Ângelo Denicoli, preso em Vila Velha (ES); o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida; e o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues, que foram presos em Brasília e ficarão no Batalhão de Polícia do Exército da capital federal.
Já o coronel Reginaldo Vieira de Abreu, que não estava com mandados de prisão contra ele, está foragido.
Segundo a PGR (Procuradoria Geral da República), os réus usaram a estrutura da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para espionar adversários políticos, criar e espalhar informações falsas contra o processo eleitoral, instituições democráticas e autoridades que ameaçavam os interesses do grupo em promover uma tentativa de golpe de Estado.
A Primeira Turma do STF condenou Giancarlo Rodrigues a 14 anos de prisão por participação no plano golpista após as eleições de 2022. Já Ângelo Reginaldo Abreu foi condenado a 15 anos e seis meses e Guilherme Almeida Marques, a 13 anos e 6 meses.
Os réus foram julgados pelos seguintes crimes:
A defesa de Guilherme disse à reportagem que o militar "foi recolhido hoje pela manhã" e que aguarda o julgamento de recurso sobre o caso.