O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve fechar, ainda nesta semana, a nova proposta de renegociação de dívidas elaborada pelo Ministério da Fazenda. A previsão é descontos de até 90% para os inadimplentes.
A iniciativa faz parte de um pacote em discussão dentro do governo para conter o alto nível de endividamento no país em ano eleitoral. Segundo ministros ouvidos pela CNN, o desafio agora é criar um programa que tenha efeitos no curto prazo.
Integrantes da equipe econômica teriam passado o feriado estudando a proposta. A ideia é mirar alguns eixos específicos: rotativo do cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia.
Em contrapartida à renegociação da dívida, o texto deve propor uma “trava” para evitar que beneficiários voltem a contrair novas dívidas de forma imediata. Também está nos planos a extensão do programa para MEIs, pequenas e médias empresas.
Na semana passada, o presidente recebeu representantes da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), ABBC (Associação Brasileira de Bancos), Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), Zetta (Associação das Fintechs) e Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento).
Cerca de 70 milhões de brasileiros estão endividados, o que representa 43% da população, segundo dados da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil.