PF apura se houve omissões do BC no caso Master
Quinta-feira, 26 de Março de 2026    10h14

PF apura se houve omissões do BC no caso Master

A força policial investiga se as duas últimas gestões da autoridade monetária sabiam de irregularidades de funcionários ou do cenário de insolvência do Banco Master

Fonte: Gustavo Uribe
Foto: REUTERS/Adriano Machado
Fachada do prédio do Banco Central em Brasília

 

Polícia Federal apura se as duas últimas gestões do Banco Central cometeram omissões sobre o Banco Master.

O foco da investigação é se as gestões de Roberto Campos Neto e Gabriel Galipolo tinham conhecimento da atuação irregular de servidores públicos ou do cenário de insolvência do Banco Master.

Na gestão de Campos Neto, entre 2019 e 2024, por exemplo, o banqueiro Daniel Vorcaro chegou a adquirir o controle de três instituições financeiras.

Além disso, o Banco Master já dava sinais de insolvência, com a retirada vultosa de recursos do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Nas duas administrações, também atuaram Paulo Sérgio Souza e Bellini Santana.

Os dois servidores, segundo a Polícia Federal, atuavam como conselheira informais de Vorcaro.

CPMI do INSS analisa requerimentos de convite tanto de Campos Neto como de Galipolo.

Os dois negam qualquer irregularidade na atuação da autoridade monetária.

A Polícia Federal deve ouvir em breve Vorcaro na Superintendência em Brasília.

O objetivo é esclarecer pontos ainda nebulosos da investigação.

Além de Vorcaro, seu cunhado, Fabiano Zettel, também já deu mostras de que pode fechar acordo de delação premiada.

A ideia é que Zettel seja incluído no acordo de delação que vem sendo costurado pelo próprio banqueiro.

Em nota oficial, três advogados do pastor alegaram que tomaram a decisão de deixar a defesa de Zettel por “motivo de foro íntimo”.

Eles apresentaram petição ao STF (Supremo Tribunal Federal) e informaram que o advogado Celso Vilardi, que também defende Jair Bolsonaro (PL), seguirá com a defesa do cunhado de Vorcaro.

Zettel também está preso em regime fechado por suspeitas de fraudes e irregularidades no escândalo do Banco Master.

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