O cristianismo é a melhor religião do mundo. Fazemos essa afirmação implicitamente todos os dias. Por quê? Por que temos tanta certeza desse fato, de que o cristianismo é a melhor religião do mundo? Essa é a pergunta de hoje, feita por Will, de Chicago:
“Olá, Pastor John! Tenho quinze anos e, no momento, na escola, sou obrigado a estudar as religiões do mundo. Na verdade, tenho certa curiosidade sobre elas, mas são tantas! Hinduísmo, islamismo, budismo, judaísmo, as religiões indígenas aqui na América e na América do Sul. Além disso, estou lendo sobre todos os templos antigos que foram escavados em Roma e até mesmo aqueles que estão sendo descobertos no meio da floresta amazônica. Estou tentando entender tudo isso e quero compreender melhor o cristianismo. Então, o que torna o cristianismo diferente, ou até mesmo melhor, do que todas as outras religiões do mundo que existem há tanto tempo, muitas delas anteriores ao nascimento de Jesus?”
Muito obrigado, Will, por nos enviar a pergunta. É muito bom para mim, de vez em quando, dar um passo atrás e tentar responder a algumas perguntas fundamentais e complexas, e esta é uma delas: Por que o cristianismo é melhor do que todas as outras religiões?
Não hesito em dizer isso porque acho um absurdo tentar fingir que todas as religiões têm o mesmo valor. O cristianismo não é desse tipo. Sim, quero apresentar quatro afirmações para vocês considerarem.
1. Relação com outras religiõesO cristianismo é melhor do que todas as outras religiões porque oferece uma explicação plausível para a existência das outras religiões. Não quero dizer que isso prove a existência do cristianismo, mas sim que as outras religiões não o pegam de surpresa.
Os cristãos não se surpreendem com a existência de tantas outras religiões, como você disse. Elas não são uma surpresa para o cristianismo. Outras religiões se encaixam na visão de mundo da Bíblia. O cristianismo não é obscurecido por outras religiões. Pelo contrário, o cristianismo lança luz sobre outras religiões, explicando por que elas existem e por que são como são. C.S. Lewis disse em 1944: “Creio no cristianismo como creio que o sol nasceu, não apenas porque o vejo, mas porque por meio dele vejo tudo o mais” ( C.S. Lewis: Ensaios, p. 21). Para o cristianismo, a existência e a inferioridade de outras religiões fazem sentido.
Não funciona ao contrário; o cristianismo não faz sentido para outras religiões. As afirmações do cristianismo não se encaixam na visão de mundo delas. Paulo disse em Romanos 1.20-23:
Pois os seus atributos invisíveis, ou seja, o seu eterno poder e a sua natureza divina, foram claramente percebidos [por todos]… nas coisas que foram criadas [na criação]… Embora conhecessem a Deus, não o glorificaram como Deus nem lhe renderam graças, mas tornaram-se fúteis em seus pensamentos, e os seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se tolos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens [religiões] semelhantes ao homem mortal, a pássaros, a animais e a répteis.
Ele disse em Romanos 2.15 que a lei de Deus está escrita no coração de cada um. Ele disse em Romanos 1.32 que todos os seres humanos conhecem os princípios básicos do comportamento certo e errado, e o que merece a morte. Esses três textos — Romanos 1.20-23; 2.15 e 1.32 — são a base de todas as outras religiões. “Eu não vivo de acordo com o que é certo; mereço a morte.” E a religião é o esforço do homem para encontrar uma maneira de obter o favor de alguma divindade.
O cristianismo revela isso, mas não é isso que o cristianismo é, como veremos em instantes.
2. Ninguém como JesusJesus Cristo é o exemplo perfeito e único de por que o cristianismo é superior a todas as outras religiões. Nenhuma outra religião tem alguém comparável a Jesus. “Ele estava no princípio com Deus” e “era Deus” ( João 1.1-2). Ele assumiu a natureza humana e entrou na história real. Agora, aqui está a parte surpreendente: ouçam como Lucas descreve o contexto de sua chegada:
No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judeia, Herodes, tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe, tetrarca da região da Itureia e Traconites, e Lisânias, tetrarca de Abilene, sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás… (Lucas 3.1-2)
Em outras palavras, esses são nomes reais, como Theodore Roosevelt ou Winston Churchill. Conhecemos essas pessoas por meio de fontes externas à Bíblia. É a incrível combinação da realidade sobrenatural em Jesus com a realidade histórica absolutamente natural do contexto de sua vida que o torna tão singular. Ele viveu três décadas, ensinou como nenhum outro homem, morreu pelas mãos de oficiais romanos reais, ressuscitou dos mortos — não como um fantasma, mas com um novo corpo que podia comer peixe e atravessar portas. Ele reina hoje à direita de Deus. Ele retornará em grande glória.
Não há outra religião com um Deus-homem assim, que viveu neste mundo como se fosse ontem, ao lado da nossa porta. Não há nada de mitológico ou fantasioso nisso — isso é único.
3. Apoio de testemunhos ocularesO cristianismo é superior a outras religiões porque essas realidades históricas foram registradas por testemunhas oculares e por aqueles que as vivenciaram. Existem milhares de manuscritos e fragmentos desses escritos — provenientes de mais lugares e dos séculos mais remotos — do que qualquer outra obra histórica de antiguidade semelhante. São milhares, mais de cinco mil atualmente, e ainda há mais que estão sendo descobertos. Possuímos uma riqueza de evidências manuscritas — eu diria uma riqueza constrangedora de evidências manuscritas — que validam os primeiros testemunhos oculares.
Uma das alegações do Islã é que a representação de Jesus no Novo Testamento e seu caminho de salvação são resultado de corrupção e alterações no Novo Testamento ao longo do tempo. O problema com essa alegação é que eles não conseguem apontar nenhum manuscrito anterior que apresente uma imagem diferente. Esses manuscritos não existem. Há muitas pequenas diferenças entre os manuscritos históricos — isso é verdade. Mas, simplesmente não existe uma representação anterior de Jesus Cristo que não o apresente como divino, que não tenha morrido pelos pecadores e ressuscitado. Uma representação diferente desta simplesmente não existe! Essa alegação do Islã não tem qualquer respaldo histórico.
4. Esperança da felicidade eternaO cristianismo é superior a todas as outras religiões porque o caminho da salvação que apresenta é absolutamente único no mundo e oferece a única esperança de felicidade eterna para os pecadores que sabem que não a merecem. Em nenhuma outra religião o próprio Deus — na forma de um ser humano real e mortal — vem ao mundo para morrer pelos seus inimigos, para suportar o castigo que Ele mesmo deve infligir a eles para ser justo. É algo impressionante, não só pela sua singularidade absoluta, mas também pelo êxtase da boa nova para um mundo culpado. Qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, que confie em Jesus, o Deus-homem, será salva dos seus pecados e da ira de Deus.
O cristianismo não é uma religião criada pelo homem para ajudar o homem a se tornar aceitável a Deus — isso é inútil, e é por isso que nenhuma outra religião trará felicidade eterna a ninguém. Todas as outras religiões são inúteis. O cristianismo é a única história verdadeira do que Deus fez e que jamais poderíamos fazer por nós mesmos: carregar nossa justa condenação na morte de Jesus e nos conduzir à felicidade eterna em sua presença. Foi isso que ele fez.
Bem, continue estudando e, acima de tudo, continue orando para que Deus lhe dê discernimento, porque duas pessoas — você e outro estudante — podem olhar para a mesma história verdadeira, e um de vocês poderá ver beleza e glória, enquanto o outro verá mito e tédio. Ore para que Deus o ajude a enxergar a glória na verdade.