Planalto avalia MP para acabar com escala 6x1 caso PEC não avance
Terça-feira, 24 de Março de 2026    09h20

Planalto avalia MP para acabar com escala 6x1 caso PEC não avance

Núcleo próximo ao presidente deseja anunciar redução da jornada em 1º de maio, com evento e pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV

Fonte: Danilo Moliterno, Gustavo Uribe, da CNN Brasil
Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
Homem folheia carteira de trabalho

 

Palácio do Planalto avalia editar uma MP (medida provisória) para reduzir a jornada de trabalho no país, caso a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata do tema não avance no Congresso Nacional nos próximos meses, segundo fontes palacianas.

Acontece que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o núcleo próximo ao presidente desejam oficializar o fim da escala 6x1 em 1º de maio, Dia do Trabalhador. A ideia é realizar um evento com apoiadores e o tradicional pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV para anunciar a entrega.

Neste mesmo dia entra em vigor o acordo entre Mercosul e União Europeia – o maior tratado de livre comércio da história do bloco sul-americano –, o que também seria destacado na cerimônia e no pronunciamento.

A medida provisória tem força de lei no momento da publicação, e a redução da jornada poderia vigorar sem aval dos parlamentares. Nos primeiros anos do Lula 3, a edição de MPs causou mal-estar entre Executivo e Legislativo. Em um dos casos, um texto voltado a aumentar a arrecadação acabou devolvido pelo então presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

A PEC da redução da jornada hoje está na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara. O relator da matéria é o deputado Paulo Azi (União-BA), que vem pregando cautela e amplo debate para a tramitação. O parlamentar gostaria, por exemplo, de discutir compensações às empresas na medida.

Em resposta à ofensiva do governo pela matéria, o setor privado reforçou sua articulação contra a redução da jornada nos últimos meses. Como mostrou a CNN, a ideia das empresas é empurrar a tramitação para após as eleições de 2026, para evitar o que chamam de “contaminação do debate”.

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