Decisões expõem ofensiva do STF em meio ao avanço do caso Master
Sábado, 21 de Março de 2026    08h00

Decisões expõem ofensiva do STF em meio ao avanço do caso Master

Ministros que defendem Moraes e Toffoli nos bastidores agiram para limitar atuação de comissões de inquérito no Congresso

Fonte: Teo Cury e Matheus Teixeira, da CNN Brasil
Foto: Antonio Augusto/STF
Plenário da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal)

 

Decisões tomadas por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) nas últimas semanas expõem a ofensiva de uma ala do tribunal diante do avanço das investigações e desdobramentos do caso Master.

Os ministros impuseram uma série de reveses às comissões de inquérito em curso no Congresso para evitar mais desgastes à corte, que está no centro da crise do Banco Master.

As decisões partiram de integrantes da ala da corte que tem defendido nos bastidores os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que estão sob contestação da CPMI do INSS e da CPI do Crime Organizado. O primeiro pelo fato de o escritório da mulher, Viviane Barci de Moraes, ter fechado um contrato de R$ 129 milhões com o Master, e o segundo por relações comerciais com fundos ligados ao banco para venda de um resort no Paraná.

Primeiro, o ministro Gilmar Mendes derrubou a ordem de comissão em curso no Senado pela quebra de sigilo da Maridt, empresa da família de Toffoli. Nesta semana, o magistrado ampliou a decisão para impedir também o acesso a dados do fundo Arleen, que comprou a fatia de propriedade da Maridt relativo ao resort Tayayá.

O ministro Cristiano Zanin, por sua vez, rejeitou pedido do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) pela abertura de uma CPI do Banco Master. O Supremo criou o entendimento em 2021 com o voto de 10 ministros de que, caso parlamentares consigam apoio de um terço dos deputados, é obrigação do presidente da Casa instaurar a comissão.

No entanto, Zanin disse que não ficou configurada a omissão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e rejeitou o mandado de segurança.

O ministro Flávio Dino, por sua vez, mandou o senador Carlos Viana (Podemos-MG) prestar esclarecimentos sobre supostas irregularidades na destinação de R$ 3,6 milhões enviados via emendas PIX para a Fundação Oasis, braço social da Igreja Batista da Lagoinha.

Viana tem atuado para aprovar requerimentos contrários aos ministros como presidente da CPMI do INSS.

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