O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou nesta segunda-feira (2) que o país acompanha a situação no Oriente Médio e está preparado caso precise atuar na dissuasão e proteção das riquezas internas. Ele defendeu, no entanto, ampliar investimentos no setor de Defesa.
"Assim como foi na Venezuela, nesses países onde a gente tem perspectiva de ter problema, nós estamos preparados. Não para agredir. As Forças Armadas brasileiras existem para dissuasão. Nós protegemos o nosso país. Quando digo que precisamos de investir mais em Defesa é para defender o que somos, o que temos, as nossas riquezas que são muitas", disse em entrevista a jornalistas.
Múcio participou nesta manhã de evento em comemoração ao início do Serviço Militar Inicial Feminino. Ao final da cerimônia, o ministro foi questionado sobre escalada no conflito do Oriente Médio após os ataques ao Irã e a retaliação do regime iraniano no último fim de semana.
Com todo mundo armado, eu digo sempre que a principal arma passou a ser a diplomacia. Você tem os primeiros combates, as pessoas atacam, outros se defendem, mas é na sequência que entra a diplomacia.José Múcio Monteiro, ministro da Defesa
Na visão do ministro, o investimento na área militar deve ser uma prioridade brasileira e já era uma necessidade antes mesmo da recente escalada de tensões no Oriente Médio. "Nós precisamos [nos] armar não por conta disso, porque há muito anos estamos precisando fazer isso. Digo muito ao presidente da República e ele concorda comigo", disse.
Em relação ao conflito, Múcio declarou que Defesa ainda aguarda ser acionada sobre possíveis missões de repatriação de brasileiros que estejam no Oriente Médio. "Ainda não foi solicitado. Estamos conversando. Ainda ontem falei com o embaixador Mauro Vieira [...] Estamos à disposição. Quem diz isso é o Ministério das Relações Exteriores", disse.