Moraes manda PF intimar presidente da Unafisco após críticas ao STF
Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026    18h45

Moraes manda PF intimar presidente da Unafisco após críticas ao STF

Ele foi intimado a depor nesta sexta-feira, às 15h; uma das entrevistas foi à CNN Brasil

Fonte: Caio Junqueira/CNN
Foto: Luiz Silveira/STF
Ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal)

 

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal intime o presidente da Unfisco Nacional (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receira Federal do Brasil), Kleber Cabral, para que ele preste esclarecimentos sobre as declarações dadas a imprensa ao longo da quarta-feira (18).

Ele foi intimado a depor nesta sexta-feira (20), às 15h.

Uma das entrevistas, por exemplo, foi à CNN Brasil, em que ele disse entender não haver indícios de que o auditor alvo de Moraes na operação de quarta-feira efetivamente vazou dados.

A outros veículos ele chegou a dizer que gera mais temor aos servidores da Receira investigar a facção criminosa PCC do que o STF.

Na quarta-feira (18), a Unafisco também divulgou nota crítica a operação.

Ela disse por exemplo que a entidade manifestava preocupação com a operação e que é preciso observar o devido processo legal, a presunção de inocência e a proporcionalidade das medidas adotadas.

Lembrou também que “em 2019, também utilizando o Inquérito das Fakenews, o Ministro Alexandre de Moraes afastou dois Auditores-Fiscais acusados de vazamento de informações fiscais de parentes de ministros do STF” e que “Posteriormente a acusação mostrou-se sem nenhum lastro probatório, tendo sido os dois Auditores-Fiscais reintegrados”.

“Os Auditores-Fiscais da Receita Federal não podem, mais uma vez, ser transformados em bodes expiatórios em meio a crises institucionais ou disputas que não lhes dizem respeito. A instrumentalização de servidores públicos para deslocar o foco do debate público compromete a credibilidade das instituições e enfraquece o Estado de Direito”, complementou.

A CNN procurou o STF e aguarda uma posição.

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