Caso Master: Fachin aguarda parecer da PGR sobre Toffoli
Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026    18h17

Caso Master: Fachin aguarda parecer da PGR sobre Toffoli

Presidente do STF encaminhou a Gonet relatório da PF e resposta de ministro sobre menções em celular de Danie Vorcaro

Fonte: Jussara Soares
Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF
Os ministros Edson Fachin (à esquerda) e Dias Toffoli

 

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, encaminhou ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, o relatório da PF (Polícia Federal) em que constam menções ao ministro Dias Toffoli, relator do Caso Master, no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira alvo da investigação.

Fachin também encaminhou ao PGR a resposta do ministro Dias Toffoli com explicações sobre as citações ao ministro localizadas pela perícia da PF no celular de Vorcaro.

Após tomar ciência do documento e da justificativa do relator, a expectativa é sobre uma eventual manifestação de Gonet a respeito da suspeição de Toffoli. O procurador já recebeu o relatório e não há prazo para que a PGR se manifeste.

Nesta quinta-feira (12), o presidente do STF convocou uma reunião com os ministros para compartilhar as informações recebidas pela PF, bem como os esclarecimentos do ministro relator do Caso Master.

O encontro conta com a participação de todos os magistrados, presencialmente ou por videoconferência.

A PF entregou a Fachin o relatório com dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As mensagens periciadas trazem menções a supostos pagamentos direcionados ao ministro Dias Toffoli, relator da investigação no Supremo.

Em nota, o ministro admitiu ser sócio da empresa que vendeu o empreendimento para o fundo ligado ao Master, mas negou relação com Vorcaro.

Entenda o caso

Foram identificadas, no celular de Daniel Vorcaro, mensagens com menções a Dias Toffoli. A CNN apurou que o banqueiro teria relatado o pagamento de R$ 20 milhões à empresa do ministro.

A PF investiga se a transferência de recursos a Toffoli partiu da empresa que foi sócia de um fundo ligado ao Banco Master no Tayayá Resort, frequentado pelo ministro e que pertenceu aos irmãos dele.

Um fundo de investimento gerido por uma empresa citada no caso Master investiu R$ 4,3 milhões no resort. Atualmente, a família de Toffoli não está mais no quadro de donos do empreendimento.

A condução do caso pelo ministro tem levantado suspeitas desde que ele recebeu a relatoria. Logo após assumir o comando da investigação no Supremo, Toffoli viajou para a final da Libertadores, no Peru, no mesmo jatinho em que estava um dos advogados da defesa do caso do banco.

Já em 2026, Toffoli determinou que o material apreendido pela PF na operação que investiga as supostas fraudes do Master fosse lacrado e enviado diretamente para a sede do Supremo.

Normalmente, as provas obtidas em operações ficam a cargo da PF. A decisão gerou forte reação na corporação.

Posteriormente, Toffoli recuou e autorizou o acesso aos documentos à PF, mas designou agentes por conta própria para acompanhar a perícia do material apreendido.

Depois da revelação acerca das mensagens periciadas, a PF pediu a suspeição do magistrado, ou seja, que ele seja declarado suspeito para atuar como relator.

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