"O Brasil está atrás", diz vice do COB sobre treinos para as Olimpíadas de Tóquio
Quarta-feira, 15 de Julho de 2020    06h44

"O Brasil está atrás", diz vice do COB sobre treinos para as Olimpíadas de Tóquio

Marco La Porta lamenta falta de política esportiva: "Infelizmente o esporte nosso país não é prioridade, foi o ultimo da fila em todas as questões resolvidas, não só pelo governo, mas na sociedade também"

Fonte: Redação
Foto: Flávio Dilascio
CT Time Brasil COB Olimpíadas

 

Com os principais centros de treinamento do Brasil prestes a abrir depois de quatro meses fechados e com parte da elite dos atletas nacionais prontos para viajar rumo a Portugal, o vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) Marco La Porta disse, em entrevista ao podcast Rumo ao Pódio, que o país está atrás na preparação para as Olimpíadas de Tóquio. Enquanto boa parte das potências olímpicas tiveram uma interrupção de menos de um mês nos treinos de seus principais atletas, as principais estrelas do Brasil estão com dificuldades desde março.

- Alguns países geriram melhor essa questão esportiva durante a pandemia. Infelizmente no nosso país o esporte não é prioridade, foi o ultimo da fila em todas as questões resolvidas, não só pelo governo, mas na sociedade. Em outros países é diferente, muitos atletas conseguiram manter a forma na pandemia. Muita gente não parou de treinar, essa heterogeneidade com certeza vai ter, a gente não pode ser ingénuo. Estamos tentando diminuir esse impacto - disse.

- A gente está atrás, mas dependendo muito do que acontecer no ano, se pegar modalidades que não tiver competição, vai estar todo mundo igual. Se treinar e não competir, não vai mudar tanta coisa - disse.

A heterogeneidade que Marco La Porta diz é a forma com que cada atleta vai chegar preparado para as Olimpíadas. Enquanto alguns países praticamente não pararam no período da pandemia, outros, como o Brasil, está há quatro meses sem os locais de treinos abertos.

A "Missão Europa" do COB vai levar mais de 300 pessoas, entre atletas e membros da comissão técnica, para treinar na Europa neste segundo semestre. Ninguém deve ficar lá mais que sete semanas, mas será um momento importante para que os atletas consigam treinar em um local que, a princípio, superou a pandemia.

Guilherme Costa Brasil em Tóquio blog — Foto: Reprodução

Guilherme Costa/GE

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