ICMBio apresenta 40 trabalhos sobre fogo no Wildfire
Quarta-feira, 31 de Julho de 2019    07h14

ICMBio apresenta 40 trabalhos sobre fogo no Wildfire

A sétima edição da Conferência Internacional sobre Incêndios Florestais (Wildfire) acontecerá em Campo Grande (MS) de 28 de outubro a 1 de novembro. É a primeira vez que a conferência acontece no Brasil.

Fonte: ICMBio
Foto: Marcelo Motta/ICMBio
Equipe de brigadistas durante execução de aceiro negro no Parna do Itatiaia.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) apresentará 40 trabalhos durante a sétima edição da Conferência Internacional sobre Incêndios Florestais (Wildfire), que acontecerá em Campo Grande (MS), de 28 de outubro a 1 de novembro. O material é fruto do trabalho desenvolvido ao longo dos anos do ICMBio, que tem usado o fogo como técnica de prevenção aos incêndios florestais nas unidades de conservação. É a primeira vez que a conferência acontece no Brasil, e o tema da sétima edição será “Frente a frente com o fogo em um mundo em mudanças: redução da vulnerabilidade das populações e dos ecossistemas por meio do Manejo Integrado do Fogo”. O evento reunirá profissionais de todas as nacionalidades, com o objetivo de trocar conhecimentos ligados ao manejo do fogo e ao controle de incêndios florestais. As incrições para participar da Conferência continuam abertas, acesse aqui. 

Os trabalhos são de servidores, terceirizados e de colaboradores do ICMBio. Como é o caso do trabalho da analista ambiental da APA (Área de Proteção Ambiental) da Serra da Mantiqueira Selma Ribeiro denominado: Brigadas Voluntárias na Serra da Mantiqueira. Segundo ela, a Serra da Mantiqueira possui muitas unidades de conservação de diferentes categorias que formam o Mosaico da Mantiqueira. Porém, grande parte do território é composto por propriedades particulares que se encontram dentro da APA da Serra da Mantiqueira. Assim, como forma de ampliar a participação social, inclusive em ações de prevenção e combate a incêndios florestais, vem sendo capacitadas brigadas voluntárias para a prevenção e combate aos incêndios florestais através do programa de voluntariado do ICMBio executado pela APA da Serra da Mantiqueira e o Parque Nacional do Itatiaia.

Atualmente encontram-se capacitados e devidamente equipados 89 brigadistas, distribuídos pelos municípios de Aiuruoca, Cruzeiro, Delfim Moreira, Itamonte, Itatiaia, Marmelópolis e Resende, nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, abrangendo as bacias dos rios Grande e Paraíba do Sul. Para Selma, o esforço institucional tem se mostrado bastante efetivo, criando uma rede de comunicação e diminuindo distancias e as dificuldades de acesso, já que os voluntários locais conhecem melhor que ninguém a realidade de campo, e têm contribuído sobremaneira com a conservação das diversas unidades de conservação.

Treinamento da brigada voluntária do Alto Rio Preto, região de Visconde de Mauá. (Foto:Acervo/ICMBio)

A equipe do Parque Nacional do Itatiaia apresentará cinco trabalhos: Ocorrência e recorrência de incêndios florestais no Parque Nacional do Itatiaia entre 2008 e 2016; Uso de VANT para o mapeamento pós-queima prescrita no Parque Nacional do Itatiaia; Intensidade do fogo em uma queima prescrita no Parque Nacional do Itatiaia; Depois do fogo há vida: impacto de uma queima sobre a fauna de campo de altitude do Parque Nacional do Itatiaia e Uma Proposta de Manejo Integrado do Fogo para o Parque Nacional do Itatiaia.

O analista ambiental do Parna do Itatiaia Marcelo Souza apresentará o trabalho: “Uma Proposta de Manejo Integrado do Fogo para o Parque Nacional do Itatiaia”. Segundo ele, diante da recorrência de incêndios florestais e do cenário de vulnerabilidade dos campos de altitude às mudanças climáticas, o Parque está desenvolvendo um projeto multidisciplinar com o apoio de diversas instituições de ensino e de pesquisa. O projeto tem como um dos objetivos acumular conhecimento sobre o papel ecológico do fogo com a geração de subsídios para a tomada de decisões na gestão de unidades de conservação que protejam este tipo de ecossistema, através do monitoramento dos efeitos do fogo sobre alvos de conservação definidos. O Plano de Manejo Integrado do Fogo é de 2017, sempre utilizando a pesquisa para monitorar as ações de manejo. O Itatiaia  foi o primeiro parque nacional criado no Brasil em 1937, possuindo um longo histórico sobre o fogo.

Já Camila Souza Silva, da coordenação de Prevenção e Combate de Incêndios do ICMBio, estará apresentando o trabalho “Manejo Integrado do Fogo: tendências e resultados preliminares em Unidades de Conservação Federais”. Segundo ela, esse trabalho evidencia brevemente caminhos vantajosos da nova abordagem para enfrentar o fogo, seja pela maior integração entre conhecimentos técnico-científicos e tradicionais ou pela proteção de vegetação e espécies alvos.

Curso de brigadista realizado em 2017 no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. (Foto: Fernando Tatagiba)

Cooperação internacional
O ICMBio é um dos organizadores do Wildfire. A Conferência promove cooperação internacional e ajuda humanitária, consolidando a Estratégia Global para gerenciamento de incêndios e manejo do fogo. O evento também abre espaço para que empresas, instituições de pesquisa e especialistas exponham novas tecnologias, produtos e métodos para manejo do fogo e controle de incêndios florestais. O encontro terá como temas o Papel/Contribuição da Sociedade Civil no Manejo Integrado do Fogo (MIF); Conceitos do MIF para a Promoção e Estabilização de Ecossistema Resilientes; Contribuição do MIF para a Mitigação de Impactos Secundários; Avanços Tecnológicos na Prevenção e no Combate aos Incêndios Florestais e MIF como elemento chave de Políticas de Gestão de Incêndios Florestais.

A Conferência Internacional sobre Incêndios Florestais ocorreu pela primeira vez em 1989, em Boston, EUA. Já a segunda edição da conferência foi em 1997 em Vancouver no Canadá. A última foi em 2015 em Pyeongchang, na Coréia do Sul. O objetivo geral de todas as conferências é facilitar a troca de conhecimento e de experiências sobre incêndios florestais relacionadas com políticas públicas, pesquisa, manejo do fogo, além de promover um fórum internacional para fortalecer as habilidades individuais das nações na redução dos impactos dos incêndios florestais sobre a vida humana e o meio ambiente.

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